<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title><![CDATA[Marília Cafe]]></title><description><![CDATA[Marília Cafe]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/correspondencias</link><generator>RSS for Node</generator><lastBuildDate>Sun, 12 Jul 2026 00:32:44 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://www.mariliacafe.com/blog-feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title><![CDATA[Biotipo]]></title><description><![CDATA[Augusta escolheu seu nome por causa da rua, famosa por seus bares e sua vida noturna e o que as duas tinham mais em comum: a extravagância. Conseguiu se fixar em um bairro da Zona Oeste da capital. Investiu todas as suas economias na compra de um açougue e conseguiu, junto com a freguesia, uma quantidade razoável de amigos. Júlio era o mais chegado, com quem Augusta dividia todos os segredos.   Augusta ficava quase o tempo todo no açougue. Não pegava em facas, dizia ter horror e, por isso, só...]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/biotipo</link><guid isPermaLink="false">6a4811900e6d46569495f572</guid><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:46:26 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Fofoca]]></title><description><![CDATA[Este lugar aqui já serviu de desova. É interessante pensar nisso porque é um parque dentro da cidade. Descobriram os corpos de uma forma muito simples. Um cachorro de rua entrou aqui e ganhou comida de uma pessoa que estava andando por aí. O cachorro comeu um pouco e foi enterrar o resto da comida. Fez um buraco na terra. Se empolgou. A pessoa que deu a comida não entendeu o cachorro cavoucando a terra enlouquecidamente e chegou perto pra ver. Era a ponta de um osso que já estava pro lado de...]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/fofoca</link><guid isPermaLink="false">6a480be5fd494c5f10d62d77</guid><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:23:29 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Aquele menino]]></title><description><![CDATA[Ele nasce de mim, para mim, comigo. E para ele eu nasço quando abro os olhos, ao longe, bem perto. De alguma forma, aquele menino sou eu. E, sobre antes dele, não sei de nada. Em algum momento a gente se viu no espaço-tempo de uma dimensão onde as horas não existem. A história do mundo que ele me contou não foi nova o suficiente. Abriu pontos na minha cabeça, com certeza abriu. Cavoucou coisas dentro de mim que eu sabia que existiam adormecidas. É como se algumas das suas lembranças já...]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/aquele-menino</link><guid isPermaLink="false">6a480a6dfd494c5f10d62a83</guid><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:18:43 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Estar no “entre”]]></title><description><![CDATA[Será que a nossa geração tenha sido a última a aprender o mundo devagar?   Pancas, interior do Espírito Santo, 1996. Seis e quarenta da manhã. Café adoçado, pão com manteiga e a televisão recém-ligada, canal ajustado no receptor para parabólica da Tecsat anunciando o início da programação infantil. A casa ainda despertando devagar. O barulho dos talheres. As crianças passando na rua a caminho da escola. O mundo começando numa velocidade compreensível para o corpo. Havia tempo entre as coisas....]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/estar-no-entre</link><guid isPermaLink="false">6a4809cefd494c5f10d6292c</guid><pubDate>Fri, 03 Jul 2026 19:13:48 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Antes do livro, a caverna]]></title><description><![CDATA[Da criação da escrita até a chegada do livro impresso   Se pararmos para pensar o que é um livro, deve vir a nossa mente, em algum momento, a relação entre um livro físico impresso (entendida como uma das técnicas de reprodução de textos), e formas de publicações alternativas, como manuscritos e zines, por exemplo. Com uma infinidade de possibilidades de materiais que simbolizam um produto livro, devemos levar em consideração a evolução e a revolução da impressão. Vamos voltar um pouquinho na...]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/antes-do-livro-a-caverna</link><guid isPermaLink="false">6a467a547b6f361b1f31fae8</guid><pubDate>Thu, 02 Jul 2026 14:48:54 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O que um café pode ensinar sobre revisão]]></title><description><![CDATA[Há alguns meses comecei a preparar café com mais atenção. Tem virado um hobbie. E, por sugestão, resolvi deixar isso acontecer na minha vida. Passei a anotar moagem, temperatura da água, proporção, tempo de extração. Mudei cliques no moinho. Esperei alguns segundos a mais entre um despejo e outro. Voltei ao caderno para registrar o que havia acontecido. Pode parecer uma frescura para muitos, mas, aos poucos, fui percebendo que o café não melhorava porque eu encontrava uma receita perfeita....]]></description><link>https://www.mariliacafe.com/post/o-que-um-caf%C3%A9-pode-ensinar-sobre-revis%C3%A3o</link><guid isPermaLink="false">6a4674fb258f25aaabae0b9f</guid><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:31:31 GMT</pubDate><dc:creator>Marília Carreiro</dc:creator></item></channel></rss>